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Black Sabbath: nos 50 anos do álbum “Black Sabbath” a identidade da “bruxa” da capa é revelada

Postado em fevereiro 13th, 2020 @ 21:10 | 68 views

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Por 50 anos, a identidade da mulher que aparece na capa do álbum de estreia do Black Sabbath (“Black Sabbath”) permaneceu desconhecida do grande público. Até hoje, exatas cinco décadas depois do lançamento do disco. Conforme revela reportagem da revista americana “Rolling Stone”, o nome da “bruxa” — como descreveu Ozzy Osbourne na época — retratada na imagem é Louisa Livingstone e ela, acredite, é astróloga e faz música eletrônica com uma pegada bastante tranquila, cheia de sons de harpas e sinos.

O responsável por convidar a modelo para o ensaio foi Keith Macmillan, conhecido como Keef (ou Marcus Keef), um jovem fotógrafo na época. A “bruxa” media 1,60m e tinha por volta de 18, 19 anos. Posou com um casaco preto e mais nada além dele. A ideia original, era que as fotos fossem um nu frontal, mas o resultado não agradou, porque o apelo sexual dissipava a atmosfera buscada. O clima em Mapledurham Watermill, no condado de Oxfordshire, na Inglaterra, Reading, a 65 quilômetros de Londres, estava bem frio naquele dia. “Eu tive que acordar às 4h da manhã. Keith estava para lá e para cá mergulhando gelo seco na água, o que parecia não funcionar muito bem. Isso o fez optar por uma máquina de fumaça”, explicou Louise. A modelo diz se lembrar de ter sido informada de que as fotos seriam para o Black Sabbath. “Mas eu não sei se isso fez algum sentido para mim naquela época”, revelou.

Louisa não curtiu muito o disco na época, nem depois. “Me sinto mal por dizer, mas não é o meu tipo de música”, confessa. Suas bandas favoritas na época eram Beatles, Stones, Cream, Traffic e The Doors.

Louisa seguiu como modelo, sem muito destaque, e conta que ninguém a reconhecia como a mulher da capa do Black Sabbath. Um dos seus trabalhos ligados à música, porém, é a foto do encarte de “Jazz”, álbum de 1978 do Queen, em que aparece nua, em meio a várias outras ciclistas (é o disco que tem “Bicycle Race”, cujo vídeo mostra partes da cena fotografada).

Com quase 70 anos atualmente, Louise tem lançado música eletrônica no estilo ambient. Seu nome artístico no ramo é Indreba. Em seu perfil no Twitter, ela explica o significado do nome: Incredible Dream Band (algo como “banda do sonho incrível”, em tradução livre). Em uma das faixas que a artista tem no bandcamp.com, a descrição explica bem que tipo de música ela costuma fazer: “Harpas angelicais doces, sinos e vozes com um toque de violino, para te elevam gentilmente ao sétimo céu.” No Spotify, suas músicas mais ouvidas têm menos de mil reproduções. Talvez a descoberta sobre seu passado, a ajude a ter mais ouvintes.

A capa de “Black Sabbath” foi fotografada por Keith Macmillan, que depois viria a produzir outras imagens icônicas para capas de discos, como a de “The Man Who Sold the World”, álbum lançado em 1970 por David Bowie, em que o artista aparece usando um vestido) e a de outros trabalhos do Black Sabbath e de Rod Stewart. Com um background em publicidade, ele usou filme infravermelho da Kodak, que era usado para fotografias aéreas, o que deu um efeito bem afeito ao espírito da época. A construção ao fundo, do século XVII, ainda está lá, de pé, acessível para registros de fãs. Só não parece tão macabra a olho nu e desassociada da música do álbum.

Keef depois se dedicaria à produção de vídeos para bandas, no estilo fast food exigido pela então incipiente indústria. Começou em grande estilo, com ”Wuthering Heights”, de Kate Bush, e trabalhou ainda com Blondie, Queen, Abba, Pat Benatar, Paul McCartney, The Who e Barry Manilow, antes de se dedicar a programas de TV. Em entrevista à “Rolling Stone” ele disse que o álbum da banda de Ozzy Osbourne o fez apreciar heavy metal pela primeira vez e isso o transformou em um verdadeiro fã pelo resto da vida.

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