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JackDevil: “Porrada na mulêra”!

agosto 3rd, 2013 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 1.730 views

O JackDevil gravou seu primeiro trabalho oficial em 2012, intitulado de “Under the Satan Command” e desde então começou a percorrer a estrada fazendo vários shows dentro e fora de sua cidade com a meta de divulgar seu material para o maior número possível de headbangers. A formação, então estabilizada com André Nadler (vocal/guitarra), Ricardo Andrade (guitarra), Renato “Speedwolf” (baixo) e Filipe “Stress” (bateria), começou a conquistar um bom número de seguidores, já prevendo que o JackDevil teria muito a oferecer.

Mantendo a mesma formação e mais determinados do que nunca, os quatro jovens, carinhosamente apelidados de “thrash demons”, lançam mais um EP em janeiro de 2013, intitulado “Faster Than Evil”, composto de cinco faixas, demonstrando uma grande evolução sonora e comprovando seu talento em nome do Heavy Metal.

“Faster Than Evil” aposta na coesão sonora, englobando faixas rápidas e pesadas com outras mais trabalhadas e melódicas, mantendo como características principais a vontade em mostrar algo novo buscando influências do passado, mas sem soar datado. Ao longo deste tempo o JackDevil já foi destaque em revistas especializadas em Heavy Metal, sites e blogs nacionais e internacionais e já se prepara para lançar mais material até o final de 2013.

Confira abaixo a entrevista que a nossa correspondente Yasmin A. Amaral fez com o baixista Renato “Speedwolf”:

SHOCK BOX: Primeiramente gostaria de agradecer a banda pela disponibilidade em atender os leitores da Rádio SHOCK BOX. O que o Thrash Metal representa na vida de vocês?

Renato: O Thrash Metal é onde conseguimos atuar de maneira natural, é o que une a banda e forma este corpo sólido. Em nossas vidas representa o expoente máximo da ramificação do Heavy Metal, onde podemos expressar toda a nossa visão de mundo e concepções acerca de assuntos que são esquecidos pelas temáticas de outros subgêneros do Heavy Metal.

SHOCK BOX: Cada banda tem sua forma de compor, mas nos contem como a JackDevil se comportou no processo de composição das músicas para o EP ‘’FasterThanEvil’’?

Renato: O ‘Faster’ foi composto quase que por completo pelo André Nadler, dono das ideias iniciais de praticamente todas as músicas deste EP. Porém, o trabalho de arranjos e organização ainda contou muito comigo. Eu acho que a minha parceria com ele é o que faz a banda ser o que é. O Ric e o Chaminho estão em um processo muito legal de amadurecimento e hoje em dia eles já participam de maneira muito mais consciente das atividades da banda.

SHOCK BOX: A banda surgiu a pouco tempo, e já vem arrematando várias críticas construtivas e negativas também. Como vocês lidam com essa mídia?

Renato: Na verdade não estamos nem ligando pra nada. Nós temos a liberdade de fazer o que queremos e nós mesmos traçamos nossas atividades do presente e futuro. Na internet sempre se vê muita besteira sobre tudo, porém a nossa realidade, no mundo real, sempre foi de apoio, elogio, e suporte de um número cada vez mais de pessoas. È visível que o público em nossos shows está crescendo e um número maior de produtores nos procuram.

SHOCK BOX: Quais foram as principais influências de vocês para o EP?

Renato: A principal influência foi a nossa primeira demo: “Under The Satan Command”. Fizemos um  balanço do que estava funcionando e imaginamos como nós deveríamos soar neste momento da banda. Nós somos muito satisfeitos pelo resultado final do trabalho e mais gratos ainda pela aceitação do grande público e da mídia especializada.

SHOCK BOX: Qual é a sensação de estar em uma turnê nacional em tão pouco tempo?

Renato: Quando fizemos a tour Norte/Nordeste do “Under The Satan Command” no começo deste ano nos sentimos tão bem que resolvemos encarar o desafio de fazer uma Tour Nacional. A verdade é que passamos este primeiro semestre de 2013 inteiro trabalhando nisso e temos convicção que vai ser ótima. Teremos a chance de tocar para um público que há muito já nos pede shows em suas cidades e isso será maravilhoso. Sem falar que isso é algo pioneiro para as bandas de nossa região!

SHOCK BOX: Ao vivo, qual é o set list de vocês? Há covers, e mais músicas próprias que não entraram no EP, mas que vocês executam ao vivo?

Renato: O repertório está decidido! Somente músicas do “Under The Satan” e “Faster Than Evil”, tocaremos um cover brazuca pra homenagear uma banda que influencia todos da Jackdevil, mas é surpresa!

SHOCK BOX: Quais as bandas nacionais que fazem parte da vida de cada um da JackDevil? Tanto atuais, quanto as mais antigas.

Renato: A cena brasileira sempre foi riquíssima! Escutamos desde Mutantes a Dorsal! Nestes últimos temos escutado muito Sepultura, por conta de um tributo que o André Nadler organizou!

SHOCK BOX: O que vocês acham das marcas nacionais, tanto de guitarras, até selos e gravadoras, essas marcas vem apoiando a JackDevil?

Renato: Apoiam sim! Por exemplo: todo o suporte dessa tour por São Paulo está sendo dado pelo Henrique da Blues Shop Guitar! Durante os “days off” que ficaremos em São Paulo teremos diversas reuniões neste sentido e espero continuar fechando parcerias cada vez mais legais!

SHOCK BOX: Como é a cena da cidade de vocês?

Renato: Excelente! Aqui em São Luís o público do Heavy Metal valoriza demais as bandas locais! Até mesmo em shows gringos o público exige que as bandas sejam tratadas em pé de igualdade e recebam toda atenção que merecem. Nós da Jackdevil nos sentimos um pouco culpados por este fenômeno, já que nunca escondemos nada do público e desde o começo da banda estamos desenvolvendo um trabalho de valorização das bandas de nosso país. A Jackdevil, juntamente com as bandas Tanatron e Fúria Louca, está neste momento desenvolvendo um trabalho para se levar o Heavy Metal às escolas. No mês de Setembro teremos a primeira ação em uma das escolas mais tradicionais de nossa capital: o Liceu Maranhense.

SHOCK BOX: Quais os planos da JackDevil para 2014?

Renato: Em 2014 lançaremos nosso debut. Já estamos com grande parte deste trabalho encaminhado e já vou adiantando que as músicas estão ficando cada vez mais velozes e “porrada na mulêra”! Ainda neste segundo semestre de 2013 produziremos uma grande ação que revelaremos durante as entrevistas em São Paulo.

SHOCK BOX: Obrigada novamente pela disponibilidade, muito sucesso e ‘’Let’sThrash’’!

Renato: Sempre estaremos disponíveis! Podem contar conosco pro que precisarem! Abraço a todos!

Site:
http://www.jackdevil.tnb.art.br/

 


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Marcos De Ros: “O segredo não é correr atrás das marcas, mas ter um trabalho que as marcas reconheçam e por isso, queiram te ter no cast!”

março 16th, 2013 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 1.670 views

Nossa incansável colaboradora Yasmin A. Amaral, foi bater um papo com o grande guitarrista brasileiro Marcos De Ros, o qual falou sobre seus projetos, suas influências musicais e sobre 1023, confira o que rolou:

SHOCK BOX: Bom, primeiramente agradeço pela oportunidade e tempo cedido à resposta das perguntas, estamos honrados. 

Marcos: Imagina velho, a honra é minha por ser convidado!

SHOCK BOX: Antes de você ser guitarrista, o que você fazia e à partir de quando a guitarra passou a fazer parte da sua vida?

Marcos: Eu comecei com 9 anos, então, antes de ser guitarrista, eu lia muito (hábito que não abandonei) e brincava, como todas as crianças que nasceram antes da internet e vídeo-games!

SHOCK BOX: Qual foi a sua primeira guitarra? Amp e efeitos? 

Marcos: A primeira guitarra é uma Giannini Apolo, que mantenho até hoje ainda funcionando. O primeiro pedal foi feito por um cara aqui da minha região e não era lá um primor de som, hehehehe! O primeiro amp realmente não lembro, mas devia ser algo muito, mas muito ruim…

SHOCK BOX: Hoje em dia são muitos guitarristas bons e profissionais tentando conquistar um espaço entre marcas, etc, e você conquistou muitas ao longo da sua carreira. Você esperava por isso? 

Marcos: Esse tipo de coisa é resultado de trabalho! Não é algo muito fácil, mas, se for bem planejado e com muita dedicação, os resultados aparecem! O segredo não é correr atrás das marcas, mas ter um trabalho que as marcas reconheçam e por isso, queiram te ter no cast!

SHOCK BOX: Você tem algum tipo de formação musical com um mentor ou você desenvolveu seu conhecimento de forma autodidata (independente)?

Marcos: Eu fiz um ano de aulas com um professor de violão daqui de Caxias do Sul, o Merônio Sachet, e também aulas de violino com vários professores, inclusive com a esposa dele, a Eliana Braunstein. Depois, quilos de vídeo-aulas, toneladas de livros e litros de suor praticando, hehehehe!!!

SHOCK BOX: Quanto tempo do seu dia é dedicado a guitarra? E qual a importância do treino para se tornar um bom guitarrista? 

Marcos: Varia muito, há dias que pratico várias horas e há dias em que não tenho tempo de tocar. A importância do treino pode ser resumida em uma única palavra – Fundamental.

SHOCK BOX: Onde você se ‘fecha’ para praticar guitarra?

Marcos: No meu quarto. Nada muito complexo.

SHOCK BOX: Qual a sua opinião sobre o movimento de músicos no Brasil? Você acha que estamos no caminho certo, que as marcas estão apoiando devidamente e/ou as casas de shows com o couvert artístico?

Marcos: Estamos “milhas e milhas” distantes do ideal, mas aos poucos vamos caminhando para algo mais justo. Eu mesmo tenho promovido algumas pequenas campanhas tentando conscientizar tanto os músicos quando os consumidores em geral sobre algumas questões. Vai levar tempo, mas eu tenho fé que a coisa mude!

SHOCK BOX: Diga-me uma situação que o irrita como músico e outra como cidadão num geral.

Marcos: Um estabelecimento cobrar uma taxa chamada “couvert artístico” e ficar com uma boa parte… Então, que chamem de “ingresso” ou de “taxa de entrada”, ou que seja consumação, mas se chamam de “couvert artístico”, então pertence ao artista! Como cidadão é fácil, basta ligar o noticiário e acompanhar por 5 minutos…

SHOCK BOX: Quais suas principais influências musicais?

Marcos: É tanta gente, mas tanta gente, que vou dar só uma pequena amostra, ok: Danny Elfman, Astor Piazzolla, Steve Vai, Hermeto Pascoal, Dream Theater, Zequinha de Abreu, Al Di Meola, Antônio Nóbrega,  Ludwic Van Beethoven,  Armandinho Macedo, Wolfang A. Mozart, Paul Gilbert, Nino Rota, Marty Friedman, J.S. Bach, Waldyr Azevedo, John McLaughlin, Yamandú Costa, Ennio Morricone,  Jacob do Bandolin, John Williams, Ernesto Nazareth, Jason Becker, Hamilton de Holanda, Niccoló Paganini, Charles Chaplin, João Pernambuco, Symphony-X, Antonio Vivaldi, Garoto, Itzhak Perlman, Eddie Van Halen, Pixinguinha, Sergei Prokofiev, Deep Purple e Villa-Lobos. Acho que já chega né? Hehehehe!!!!

SHOCK BOX: Qual seu principal objetivo para 2013? 

Marcos: Lançar a “Sociedade das Aventuras Fantásticas” e ganhar um Grammy ou dois… (risos)

SHOCK BOX: Qual sua dica para os milhões de guitarristas iniciantes no Brasil? 

Marcos: Arrumar um ótimo professor, estudar muito, mas muito mesmo. Compor, achar a sua própria voz e sempre assistir aos vídeos do Marcos De Ros, uhauhauhauhauah!!!

SHOCK BOX: Agradeço novamente pela oportunidade. Deixe seu recado para os seus fãs e leitores do Metal On Metal e ouvintes da SHOCK BOX. 

Marcos: Valeu pelo espaço, e fiquem ligados no meu canal do Youtube (https://www.youtube.com/marcosderos), toda a segunda-feira tem vídeo novo! Um forte abraço e um 2013 cheio de realizações para todos os merecedores!

Site:
http://www.deros.com.br/

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Newsted: “Nós tocamos Heavy Metal Old School!”

dezembro 20th, 2012 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 948 views

Jason Newsted ficou mundialmente famoso por fazer parte do Metallica, Flotsam And Jetsam e Voi Vod, agora no final de 2012 está lançando a sua banda, a qual leva o seu sobrenome e segundo o mesmo toca Heavy Metal Old School. Nossa colaboradora Yasmin A. Amaral, bateu um papo rápido com Jason, onde ele contou as novidades sobre esse novo projeto, seu selo e sua paixão pelo Brasil, confira o que rolou:

SHOCK BOX: Bem, o que você pode nos contar sobre o seu novo projeto Newsted Heavy Metal? Como você se sente sobre ele?

Minha banda se chama Newsted. Nós tocamos Heavy Metal Old School! A banda é formada por Jesus Mendez Jr. na bateria, Jessie Farnsworth na guitarra e eu toco baixo, guitarra e faço o vocal principal. Me sinto bem com esse projeto, forte e genuíno, é o que eu realmente queria fazer. Nós três tocamos juntos há quatro anos só improvisando até 3 meses atrás quando eu escrevi algumas músicas.

SHOCK BOX: Quais são as principais influências empregadas nesse novo projeto?

Nós temos influencia coletiva de nosso herois como Black Sabbath, Motorhead e Judas Priest.

SHOCK BOX: Outro projeto seu é a Chophouse Records. Conte-nos um pouco sobre como está a Chophouse e se a sua banda levará o selo.

Chophouse Records é meu selo e Chophouse é meu estúdio de gravação na Califórnia, nós iremos completar nosso 21º aniversário dia 8 de Janeiro. Chophouse será o selo da banda Newsted.

SHOCK BOX: Quais são seus projetos ativos ao lado da sua banda e da Chophouse?

Papa Wheelie que está na ativa desde 1996. Eu também tenho Ghoulie von Goolie, e Forked-tongue Greedies que estão gravando.

SHOCK BOX: Em outros projetos você já tocou baixo, guitarra e cantou. Como você se sente podendo tocar baixo e cantar novamente?

Eu me sinto mais forte quando eu estou tocando baixo e cantando!

SHOCK BOX: Conte-nos sobre sua melhor experiência em território brasileiro.

Eu amo o Brasil!!! Minha melhor experiência envolve a família Sepultura mas eu tenho boas memórias do seu país.

SHOCK BOX: Obrigada novamente! Deixe sua mensagem aos seus fãs brasileiros.

Saudações à todos os fãs de Metal do Brasil. Desejo o melhor à vocês. Mantenham o Metal vivo! Obrigado!

 

Sites relacionados:

http://newstedheavymetal.com/

https://twitter.com/jasoncnewsted

https://www.facebook.com/pages/Jason-Newsted/487787581261486

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VoodooPriest: “Não ficamos preso a um determinado estilo, vamos compondo com o coração e com a alma”

dezembro 1st, 2012 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 1.699 views

VoodooPriest é a mais nova banda do vocalista Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad), que conta com os guitarristas César Covero (Endrah, ex-Nervochaos) e Renato DeLuccas (Exhortation), o baixista Bruno Pompeo (Aggression Tales, ex-CPM) e o baterista Edu Nicolini (ex-Nitrominds, ex-Musica Diablo).

Nossa colaboradora Yasmin A. Amaral foi bater um papo com o guitarrista César Covero e descobrir mais sobre o que vem por aí, confira o que rolou:

SHOCK BOX: Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade. Vocês se conhecem há muito tempo?

César: Eu que agradeço a oportunidade de poder divulgar nosso trabalho. Eu e o Vitinho nos conhecemos desde 2002 quando fizemos uma turnê pelo Nordeste, Norte e Centro-Oeste com o Torture Squad e NervoChaos, os outros integrantes eu conheci através do Vitor quando nos reunimos a primeira vez para começar o VoodooPriest.

SHOCK BOX: Todos vocês vêm de bandas bem sucedidas e de grande nome como Torture Squad, Endrah, Exhortation. De onde surgiu a ideia inicial de formar a Voodoopriest ?

César: A ideia de fazer o Voodoopriest veio do Vitinho, ele me mandou uma mensagem pelo computador falando que tinha saído do Torture Squad e que estava querendo montar outra banda e tinha pensado em me chamar, depois ele chamou o outro guitarrista Deluccas que chamou o Bruno Pompeu (baixista) e depois também chamou o Edu para assumir a bateria.

SHOCK BOX: O que podemos esperar da Voodoopriest? Quais serão as influências marcantes?

César: Vocês podem esperar muito peso e velocidade, músicas bem trabalhadas e muita vontade de tocar ao vivo e fazer turnês. Sobre as influências: O Voodoopriest tem de tudo um pouco e o legal é isso ! Cada um tem uma ideia diferente fazendo com que o Voodoopriest tenha uma identidade bem singular e original, mas falando de bandas eu sou um cara que curte mais um Death Metal, Thrash Metal como Cannibal Corpse e Slayer, por exemplo, mas ultimamente tenho ouvido de tudo pra trazer sempre ideias diferentes para o nosso som.

SHOCK BOX: Apesar do pouco tempo da formação da banda vocês já estão para lançar EP, e o público underground já espera ansioso. Quem está produzindo esse novo trabalho?

César: É muito legal você ver sua banda sendo elogiada mesmo antes de lançar qualquer material, isso mostra que estamos com um time bom de músicos com bastante bagagem. Gravamos esse EP no Norcal Studio aqui em São Paulo e foi produzido pelo Brendan e pelo Adriano, que são produtores experientes e conseguiram captar bem a essência do Voodoopriest .

SHOCK BOX: Pelos vídeos das gravações que rolaram no youtube pudemos perceber um som bem agressivo e rápido, cheio de riffs. Como vocês definem o estilo da banda?

César: Eu não gosto muito de rotular o estilo de som do ‘Voodoo’ mas se tivesse que escolher seria Thrash/Death Metal, mas como eu disse anteriormente temos influências de diversos estilos musicais e não ficamos presos a um determinado estilo, vamos compondo com o coração e com a alma, fazendo um som honesto que com certeza primeiramente agrada à cada um dos integrantes.

SHOCK BOX: Quando vocês pretendem lançar esse novo trabalho?

César: Nosso EP deve sair no começo do ano de 2013 e na sequência sairemos em turnê pelo Brasil, já temos algumas datas reservadas e estou louco para poder mostrar mais esse trabalho nos palcos, bater cabeça e me divertir ‘voodoozando’ tudo e todos.

SHOCK BOX: Como vai ser para alguns de vocês manter duas bandas na ativa?

César: Para mim é tranquilo manter o Endrah e o Voodoopriest até porque o vocalista do Endrah é americano e fazemos uma turnê aqui no Brasil no período de um mês e nos EUA de um mês também e sobram então 10 meses pra trabalhar bastante com o Voodoopriest.

SHOCK BOX: Já há planos de shows para final desse ano e/ou 2013?

César: Como nosso EP só sairá no começo do ano que vem deixaremos pra começar a fazer shows depois que o EP estiver na mão, mas em breve soltaremos uma música na internet só para matar um pouco da curiosidade da galera, que sempre pergunta sobre o Voodoo. Estamos muito empolgados com a repercussão da banda mesmo antes de lançar qualquer trabalho.

SHOCK BOX: Deixe o último recado para o público que aguarda ansioso por esse novo projeto!

César: Primeiramente quero agradecer a vocês pela oportunidade de podermos falar um pouco sobre a banda e poder divulgar nosso trabalho, e falar pra galera que podem esperar sempre o melhor do Voodoo que é um trabalho que estamos fazendo com muita dedicação, já vou avisando a galera pra se preparar pra muito moshpit e muita “bateção” de cabeça que os sons do Voodoo são bem trabalhados e com muita energia e com certeza vai agradar o público que gosta de música agressiva e bem trabalhada, e uma frase que eu costumo dizer sempre é ”A desgraça não para”. Valeu!

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Unearthly: A perfeição sublime da música extrema!

outubro 7th, 2012 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 2.266 views

Por: Julio Marcondes

O Unearthly acaba de lançar seu mais novo álbum “Flagellum Dei” – aqui no Brasil pela Shinigami Records, e já pode ser considerado um clássico da música extrema, pois conta com todos os elementos necessários para isso: músicas que são verdadeiros petardos, gravação nítida e absurdamente pesada, produção poucas vezes vistas num álbum do estilo – feita pelos irmãos Wieslawski na Polônia, apresentação gráfica magistral em formato digipack, além da parte visual da banda meticulosamente cuidada e divulgação altamente profissional. “Flagellum Dei” mostra que é possível uma banda brasileira fazer um trabalho grandioso e no mesmo patamar, até superior, que os lançamentos internacionais, para isso bastam vontade e trabalho sério.

Assim, a SHOCK BOX não poderia deixar de entrevistar a banda e fui prontamente atendido por M. Mictian (baixo) e Eregion (guitarra e vocal), completam a horda Vinnie Tyr (guitarra) e Rafael Lobato (bateria). Agora, confira tudo que rolou:

SHOCK BOX: Eu vou seguir o mesmo estilo da entrevista que eu fiz com a banda Shadowside, pois eu percebi que as duas bandas apesar de serem diferentes musicalmente, seguiram um caminho muito parecido para o lançamento dos novos álbuns, por isso acho válido seguir o mesmo esquema, ok?

M. Mictian: Ok!

Eregion: Vamos lá!

SHOCK BOX: Com o lançamento de “Flagellum Dei” o Unearthly começa uma nova etapa na carreira. O que foi o Unearthly até aqui e o que a banda espera para depois dele?

M. Mictian: Muito trabalho, muita divulgação, no momento estamos muito focados em mostrar nosso nome, nossa música lá fora e obter mais espaço, para que em breve possamos fazer uma tour grande fora do país.

Eregion: Exatamente, acreditamos que o caminho é esse, trabalho e mais trabalho.

SHOCK BOX: Fiquei muito impressionado com a qualidade do novo álbum, além das músicas, de todo cuidado que a banda teve com a gravação, com a parte gráfica e tudo que envolve “Flagellum Dei”. Gostaria de saber como a banda tratou este lançamento.

Eregion: Tratamos desse álbum como um filho, desde a gestação, na parte minuciosa pra compor as músicas, as dobras de guitarra, os temas abordado nas letras, além de uma maneira de fazer com que esse álbum seja mais intimista e intimidador, para quem ouve a primeira vez se sentir impressionado com som, e para quem compra o CD, lê as letras e o encarte, se sentir parte daquele universo.

M. Mictian: A cada lançando novo do Unearthly procuramos sempre fazer o melhor e nos superar e desta vez não foi diferente, sabíamos que o “Age Of Chaos” (álbum de 2009) repercutiu muito bem e teríamos que superá-lo então demos o máximo de nós na hora de compor, arranjar, escrever as letras e produzir o encarte, nos dedicamos quase que integralmente para o “Flagellum Dei”.

SHOCK BOX: “Flagellum Dei” acaba de sair no Brasil pela Shinigami Records e também será lançado em outros lugares, como está acontecendo estes lançamentos, em quais países e se a banda já tem alguma resposta dos fãs ou imprensa?

Eregion: Hoje estamos com mais dois lançamentos programados, um no Peru, pela gravadora Undermetal Recs., e estamos nos acertos finais com uma grande gravadora européia, que infelizmente ainda não posso divulgar, fora isso o lançamento no Brasil tem nos surpreendido, o volume de vendas está sendo realmente bom, e todas as críticas relacionadas ao álbum tem sido as melhores possíveis.

SHOCK BOX: Quanto ao processo de composição, como funciona o processo de composição do Unearthly, existe algum cuidado a ser tomado neste momento, uma direção a ser seguida, ou a banda deixa rolar?

M. Mictian: Procuramos fazer sempre o que nos agrada, tocamos e compomos o que gostamos de ouvir, mas sempre cuidamos bem desta parte tentamos algo a frente do que já fizemos, sem nos repetirmos e nos auto-plagiarmos.

Eregion: Antes a direção ficava mais a cargo do Mictian, mas nesse disco ficou mais a meu e do Vinnie, e é claro com Mictian, mas nada foi feito somente com nossas duas opiniões, tudo que está no disco está de pleno acordo com nós quatro, se um apenas não concordasse com alguma coisa nós a refazíamos até estar 100%.

SHOCK BOX: Qual o significado do título do álbum “Flagellum Dei” para a banda e sobre as letras, num geral o que elas abordam?

Eregion: “Flagellum Dei”, significa flagelo de Deus em latim. Tem até uma história sobre Átila – O Huno, que tinha esse “título” pensei em escrever alguma coisa sobre ele quando tive a idéia desse título pro disco, mas depois achei melhor não, a nossa ideologia sempre foi o anti-cristianismo, o ateísmo, satanismo e etc. Então desenvolvi temas relacionados a esse assuntos, a partir do ponto de vista da revolta/rebelião do homem contra a religião. De uma maneira geral as letras giram em torno disso, mas cada uma a seu ponto de vista, fora isso procurei trabalhar as letras de maneira mais poética do que de maneira exatamente “agressiva” expurgada, todas tem um conteúdo lírico mais profundo.

SHOCK BOX: Alguma curiosidade sobre as letras, sempre tem uma que dá um pouco mais de trabalho, houve alguma? Qual foi a “trabalhosa” e por quê?

Eregion: O mais difícil foi chegar aos temas, depois de achar um assunto interessante e que tivesse a ver com o resto da proposta até que foi mais fácil. Talvez a letra que tenha dado mais trabalho tenha sido a mais simples de todas a ‘7.62’ por que eu não havia escrito praticamente nada dela até um dia antes da gravação do vocal (isso ocorreu com outras também), mas essa foi a que deu mais trabalho.

SHOCK BOX: E sobre o processo de gravação, como foi gravar no Hertz Studio, na Polônia? Quanto tempo demorou esse processo? E como era o esquema de trabalho com os irmãos Wieslawski?

M. Mictian: Foi muito interessante a principio as coisas por lá são muito profissionais, o cara simplesmente não chega e aperta o botão REC e foda-se, eles trabalham sempre auxiliando e mostrando a melhor maneira de fazer e gravar cada riff, cada detalhe da musica e da pra sentir logo de cara que algo muito bom no final da gravação vai acontecer e na verdade tínhamos certeza disso, pelos discos que já foram gravados e produzidos no Hertz, nós tínhamos em mãos um excelente disco e ele precisava de um estúdio e produtores que o transformassem em realidade.

SHOCK BOX: A banda já chegou com o álbum pronto e só gravou, ou os irmãos Wieslawski sugeriram algumas mudanças?

M. Mictian: O disco estava pronto, pois fizemos uma pré-produção aqui no Brasil, alguns detalhes como a forma de execução que mudou um pouco com as idéias dos produtores e que ajudaram e muito no final de tudo.
Eregion: Foi exatamente assim, chegamos com 100% das músicas compostas (exceto pelas letras), e na hora o que realmente eles “meteram a mão” foi na parte de execução dos instrumentos e timbragem e tal, mas na música em si, não tem nada deles.

SHOCK BOX: O álbum conta com a participação especial de Steven Tucker, ex-baixista do Morbid Angel, na faixa “Osmotic Haeresis”, como foi gravar com ele? Quem teve a idéia e como chegaram a ele?

M. Mictian: Eu o conheço pela internet já algum tempo, e nos tornamos eu diria amigos virtuais (risos), o Steven é um grande cara, gente muito boa e sempre elogiou nossas músicas e quando estávamos prontos pra gravar eu o convidei e ele atendeu prontamente eu fiquei muito feliz porque gosto muito do Morbid Angel e dos álbuns que ele gravou, a parte dele nos vocais foi gravada nos Estados Unidos e nos enviou pela internet.

SHOCK BOX: Mais uma curiosidade, agora sobre gravação: qual foi a “trabalhosa” deste processo? E o que aconteceu para ser eleita?

Eregion: Acho que nós estávamos tão bem preparados que tudo fluiu de uma maneira bem tranquila, em menos de 10 dias já estávamos com o disco inteiro gravado e com a mixagem praticamente pronta, talvez o que tenha dado um pouco de trabalho tenha sido a parte dos vocais, por que mesmo as músicas que já tinham letra eu ainda não tinha composto a linha vocal, e como eu fiquei 100% focado no processo de composição e gravação do instrumental acabei deixando pra muito em cima da hora a parte do vocal, mas eles já tem um processo de intercalar as gravações de baixo com as dos vocais, então quando eu terminava uma sessão de vocal, eu já ia escrevendo e arranjando a letra de uma outra música enquanto o baixo estava sendo gravado, isso ajudou bastante.

SHOCK BOX: Em todas as entrevistas, normalmente os músicos dizem que o álbum que estão lançando é o melhor da carreira, vocês também tem essa sensação? O que faz achar isso?

M. Mictian: Nós temos certeza absoluta que “Flagellum Dei” é o melhor de todos, eu posso te garantir que temos muito respeito e carinho por todos os álbuns que já gravamos, mas nenhum nos deixou tão contentes com o resultado final quanto esse novo álbum, no momento é sim o mais maduro, o mais profissional e completo que já fizemos.

Eregion: Realmente não tem como discordar dessa afirmação, devido a todo trabalho e a todo processo que tivemos que passar para chegar nesse resultado.

SHOCK BOX: A capa de “Flagellum Dei” é bem interessante, como vocês chegaram ao resultado final? Existiam alternativas?

Eregion: Tivemos algumas alternativas, umas cinco eu acho, algumas foram descartadas, outras reaproveitadas e rearranjadas em outras partes, mas basicamente a idéia toda fluiu com o nosso a amigo e parceiro Edu Nascimento (que também é nosso tatuador) ele desenvolveu os temas e as idéias, e eu dei o retoque final pra finalizar os arquivos.

SHOCK BOX: Vamos aos shows, turnês e promoções, o que a banda já tem agendado neste sentido?

M. Mictian: Bom, estamos numa negociação neste exato momento e não queremos adiantar nada antes que seja concretizado de verdade, mas isso é lá pra fora, aqui no Brasil com todo respeito que temos, mas é impossível de fazer turnê, as condições são precárias demais, infelizmente e a maioria dos “produtores” nos oferecem algo que não podemos aceitar.

SHOCK BOX: Planos para um vídeo clipe? Existe uma música escolhida para este trabalho?

Eregion: Temos planos para a música ‘Baptized In Blood’, mas como estamos esperando acertar outras negociações, isso é algo que no momento está em stand by.

SHOCK BOX: Depois de alguns meses focados no novo álbum: composição, ensaios, gravações, etc., vocês devem ter ouvido “Flagellum Dei” centenas de vezes, o que é normal. Mas chega um momento que é necessário ouvir algo diferente, o que você tem escutado de diferente?

M. Mictian: O foco principal é sempre metal mesmo apesar de gostar de muitas coisas fora do metal… Como Zé Ramalho e coisas do tipo, e estou sempre ouvindo bandas novas do underground brasileiro demos e afins mas também bandas pelo mundo todo e eu e Eregion estamos sempre ouvindo Fleshgod Apocalipse entre outras bandas novas.

Eregion: Eu realmente estou sempre procurando bandas novas, sempre com preferência pras nacionais, mas no momento não tem nenhuma que eu tenho achado algo realmente surpreendente, além do disco novo do Krisiun é claro, das bandas fora metal o que tenho escutando bastante é o Alice In Chains, e das de metal da nova safra o Fleshgod como Mictian disse, o Origin, Otargos, Misery Index, The Eternal Suffering, dentre outras.

SHOCK BOX: Gostaria de saber a opinião da banda sobre a Internet para o trabalho de vocês, até quando ajuda e até quando atrapalha.

M. Mictian: Tudo tem dois lados, é uma faca de dois gumes, hoje é com certeza mais fácil divulgar a banda, o trabalho, as músicas, mas de certa forma eu acho que estão nivelando por baixo, qualquer moleque grava no PC em casa e diz que tem uma banda compõe no “guitar pro” e pronto o cara é o Deus da guitarra, só que ao vivo as coisas não funcionam tão fácil e muitas destas bandas são virtuais. Os downloads também atrapalham as vendas, ou seja, o que ajuda também prejudica.

SHOCK BOX: Falando em internet, o grande assunto que está rolando atualmente é sobre algumas declarações que dizem que o público não respeita mais as bandas, não vão aos shows e que o Metal vai acabar no Brasil, outros dizem que não, que isso não passa de choradeira, enfim, o que você acha do atual cenário do Metal no Brasil e como o Unearthly está contido neste contesto?

Eregion: Não tem como Unearthly não estar contido nisso, nós somos afetados diretamente por isso, mas minha opinião sincera é que de fato o brasileiro tem a síndrome do vira-lata, como dizia o Nelson Rodrigues, o brasileiro só diz que é bom se algum gringo vier e dizer que de fato é bom. Mas de fato isso é algo que ocorre de tempos em tempos, durante certa época era o Dorsal com a música ‘Metal Desunido’, hoje é o Edu Falaschi, daqui a 10 anos será outro cara. A grande verdade é que aqui a cena não é profissional, desde produção a equipamentos, a roupas e visual das bandas, merchandise, transporte, casa de show, enfim são problemas infinitos, que pra mim vem da mesma fonte, a falta de “profissionalismo”. O metal infelizmente pra 99% é um hobby, uma coisa de adolescente, feita na marra, não era para ser assim. O Brasil tem problemas sérios incrustados na questão de educação, política e taxação de impostos que também servem de “agravante” para tudo o que eu disse.

SHOCK BOX: Agora vamos para o cenário internacional, como a banda está lá fora? Quais são os planos para conquistar outros países?

Eregion: Hoje estamos negociando o lançamento na Europa, estamos com o lançamento acertado para o Peru, agora no início do ano, e a agencia Deadset da Austrália, que está cuidado das nossas datas está fechando uma tour realmente grandiosa, que vai abranger o mundo todo, e de fato a nossa proposta é essa, dominar o mundo!

SHOCK BOX: Para terminar, vamos dar uma copiada na Roadie Crew: Qual último álbum que vocês compraram? Música que melhor define as suas carreiras? E, quais seus cinco melhores álbuns:

Eregion:
Último álbum que comprei: “The Bell Of Leprous” da banda Enterro
Música que melhor define minha carreira: ‘7.62’ do Unearthly
Cinco melhores álbuns:
Metallica – “Master Of Puppets”
Krisiun – “Conquerous Of Armaggedom”
Malefactor – “The Darkest Throne”
Borknagar – “Empiricism”
Ozzy Osbourne – “Ozzmosis”

M. Mictian:
Último álbum que comprei: “Blunt Force Trauma” do Cavalera Conspiracy
Música que melhor define minha carreira: ‘Embracement Of Eternal Darkness’ do Unearthly
Cinco melhores álbuns:
Sepultura – “Beneath The Remains”
Slayer – “Reign In Blood”
Dissection – “Storm Of Lights Bane”
Sarcófago – “The Laws Of Scourge”
Krisiun – “Assassination”

SHOCK BOX: Agradeço a atenção, volto a reforça que as portas da SHOCK BOX estão abertas para todos do Unearthly, e aproveito para novamente para dar parabéns ao trabalho da banda.

M.Mictian: Nós que agradecemos a você pelo apoio e por estar ao nosso lado!

Eregion: Exatamente, essa união e esse trabalho em conjunto é o que vai fazer a cena mudar um dia, esperamos levar cada vez mais longe o nome do Unearthly, e com certeza a SHOCK BOX estará conosco nessa.

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Shadowside (Dani Nolden): Soltando os monstros!

outubro 1st, 2012 admin Posted in Matérias Especiais No Comments » 1.803 views

Por: Julio Marcondes

Prestes a lançar o seu terceiro álbum “Inner Monster Out”, eu fui conversar com a vocalista Dani Nolden da banda Shadowside, e falamos principalmente sobre o momento atual que a banda vive e toda a atmosfera do lançamento de um novo álbum. O Shadowside ainda conta com Rapahel Mattos (guitarra), Fábio Buitvidas (bateria) e Ricardo Piccoli (baixo).

SHOCK BOX: Com o lançamento do “Inner Monster Out” o Shadowside começa uma nova etapa na carreira. O que foi o Shadowside até este lançamento e o que a banda espera para depois dele?

Dani Nolden: Nossa carreira foi uma verdadeira montanha-russa até agora. Tivemos acontecimentos bem intensos em um curto espaço de tempo, como no início, quando saímos de uma gravadora falida direto para outra com distribuição da Universal Music no Brasil, para logo após fazer a turnê brasileira como banda de suporte do Helloween. No lançamento do segundo álbum, “Dare to Dream”, estávamos em um período de mudança de formação, sem saber exatamente como seria o futuro e quando já estávamos pensando no novo material, que hoje é o “Inner Monster Out”, recebemos um convite bem inesperado para sermos a banda convidada do W.A.S.P. para uma longa turnê pela Europa. Terminamos o trabalho do “Dare to Dream” com uma turnê maravilhosa por 17 países europeus, shows nos Estados Unidos e festivais na Romênia e Bósnia-Herzegovina. Nós sempre parecemos alternar períodos obscuros e incertos com momentos incríveis, então não me preocupo mais se as coisas parecem meio calmas demais por alguns meses (risos). A resposta do público tem sido excelente nós divulgamos alguns trechos das novas músicas e uma completa, ‘Angel with Horns’, que também será o primeiro videoclipe. Acredito que teremos um ano bem intenso após o lançamento do “Inner Monster Out”.

SHOCK BOX: Quanto ao processo de composição, como funciona o processo de composição do Shadowside, existe algum cuidado a ser tomado neste momento, uma direção a ser seguida, ou a banda solta “os monstros internos”?

Dani: Nós soltamos os monstros, completamente… Especialmente no “Inner Monster Out”. O “Dare to Dream” foi uma experiência maravilhosa, acredito que crescemos muito como banda naquele álbum, mas nesse, conseguimos relaxar e fazer um disco totalmente livre, sem preocupações com direção, resultado, se seria Hard Rock ou Metal, ou que tipo ou gênero dentro do Metal. Desde o começo temos problemas para nos rotular, mas isso é uma coisa excelente para a música. Nós não somos necessariamente uma banda de Power Metal, nem de Thrash. Somos Metal e mais nada. Então, a única coisa que nos importou durante a composição desse trabalho foi se soava bem para nós ou não. Esse trabalho é o que eu busco desde o início da minha carreira… A combinação de muito peso, muita agressividade com melodias bonitas e marcantes, além de um toque moderno, sem fugir das raízes. É uma mistura dos nossos álbuns anteriores, com novidades. Escrevemos todo o material juntos, é até difícil lembrar quem fez o quê. Eu e o Raphael aparecemos com praticamente metade do disco cada um, mas todos nós modificamos tanto as músicas originais que é seguro dizer que a banda toda trabalhou e colocou o coração nisso. Todo mundo mexeu em tudo e isso é excelente… Deixa a coisa original, com ideias novas, já que cada um de nós gosta de coisas tão diferentes. Ao invés de juntarmos um grupo de pessoas que quer seguir uma influência em comum, decidimos não seguir influência alguma e agradar a todos da banda, o resultado disso foi algo bem diferente do que existe hoje. Não sei se funciona para todos, mas funciona para mim! (risos)

SHOCK BOX: Falando em “monstros”, qual o significado do título do álbum “Inner Monster Out” para a banda e sobre as letras, num geral o que elas abordam?

Dani: Os temas podem ser vistos como um tanto obscuros, mas, na verdade, é fácil observar que eles apenas apontam como cada um de nós é completamente “anormal” dentro da própria intimidade. Nós sempre estamos tentando passar a imagem de certinhos, perfeitos, sem incertezas ou desvios, mas essa não é a realidade, é? Todos têm um tanto de loucura, algum medo, traços de personalidade considerados indesejados. O “Inner Monster Out” foi a minha reflexão sobre mim mesma e sobre situações que eu vi ao longo da minha vida. ‘Gag Order’, por exemplo, é sobre timidez extrema, algo que eu consegui impedir que continuasse atrapalhando a minha vida, mas ela ainda está lá. Sempre tenho que respirar fundo antes de falar com um desconhecido (risos). Todas as letras são bem introspectivas, muitas são histórias reais e o assunto amplo do álbum é a revelação da “persona” oculta com tudo que ela tem de bom e ruim.

SHOCK BOX: Alguma curiosidade sobre as letras, sempre tem uma que dá um pouco mais de trabalho, houve alguma? Qual foi a “trabalhosa” e por quê?

Dani: ‘A.D.D.’ me deu um trabalho enorme! Essa música é sobre D.D.A. (A.D.D. em inglês), que é o distúrbio do déficit de atenção. Eu escrevi a letra sobre como é a mente de alguém com D.D.A., com todos os sintomas, mas eu não queria apenas fazer uma descrição do assunto… E sim mostrar como é o mundo dentro da minha cabeça (risos). Como um dos sintomas é esquecer o que você já fez ou falou, eu repeti partes da letra, como se tivesse esquecido que já escrevi, como se eu apenas estivesse falando o que vem na minha mente desorganizada. Foi uma das letras que eu mais gostei de fazer, mas foi trabalhoso decidir o que repetir e como apresentar a ideia. A ‘Smile Upon Death’ não foi difícil de fazer, mas a história por trás dela é real. Uma pessoa querida na minha família faleceu, porém o filho dela estava comemorando a morte dela, dizendo que era dia de festa no Paraíso. Apesar de eu mesma acreditar em Deus, achei a visão daquilo algo chocante, estranho. Eu tentei não julgá-lo… Então a letra é apenas um relato fiel do que aconteceu no dia.

SHOCK BOX: E sobre o processo de gravação, como foi gravar no Fredman Studio, em Gotemburgo, na Suécia? Como era o esquema de trabalho com o Fredrik Nordström?

Dani: Fredrik é um cara fácil de lidar e foi muito simples trabalhar com ele. Ele é perfeccionista e fala o que tem que falar. Se algo não está bom, não está e ele não vai ficar satisfeito com algo apenas melhor que aquilo, ele quer 100% o tempo todo e eu achei isso maravilhoso, pois esse era também o objetivo da banda. Nós fomos para a Suécia para sair de lá com um trabalho excelente e orgulhosos do resultado, não para massagear nossos egos, então estávamos todos olhando na mesma direção. Nós enviamos as músicas pro Fredrik antes de começar a gravação, então quando ele não gostava de alguma coisa, ele nos falava e então nós trabalhávamos em alternativas. Mas o melhor, ao menos para mim, foi que ele não nos dizia o que fazer, ele apenas esperava que fizéssemos algo melhor, então ele permitiu que a banda tivesse controle criativo do material. Ele agiu como um conselheiro, como alguém experiente que nos impedia de cometer erros na parte artística e estava sempre no controle da parte técnica. A sonoridade do álbum é incrível, é sem dúvida nosso melhor trabalho até agora.

SHOCK BOX: O álbum conta com várias participações (Mikael Stanne (Dark Tranquillity), Björn “Speed” Strid (Soilwork), Niklas Isfeldt (Dream Evil)), como foi gravar com essas pessoas? Quem teve a idéia? Teve mais alguém que poderia ter participado, mas não deu certo?

Dani: Quando eu estava compondo a música ”Inner Monster Out”, esses eram os nomes que eu tinha em mente, fiz as partes deles já pensando nas vozes específicas que eu gostaria de ter. Tínhamos algumas outras pessoas para convidar como alternativas, mas esses que participaram eram exatamente quem nós queríamos, exceto Mikael, que foi um bônus maravilhoso! Inicialmente, a ideia era ter Björn e Niklas, porque a música tem personagens, além de uma voz falando na “minha” cabeça. Ela fala sobre alguém que busca serial killers, precisa ser colocar no lugar do assassino pra conseguir encontrá-lo, então é sobre alguém que se vê entendendo os motivos de alguém cruel e brutal e se assusta com isso. Durante as gravações na Suécia, acabei fazendo amizade com Anders, o baterista do Dark Tranquillity, e ele foi com Mikael no estúdio no dia da gravação do Björn para ver como o trabalho estava ficando. Enquanto ele estava gravando, estavam todos conversando em sueco, eu estava presente obviamente sem entender nada (risos). Porém, Mikael de repente se levanta e pergunta se pode gravar. Eu me perguntei se alguém poderia dizer “não” naquele momento (risos). Eu gosto muito do trabalho do Dark Tranquillity e achei maravilhoso que ele quis participar. Eu não havia pensado nele inicialmente apenas por não ter uma forma de contatá-lo, do contrário teria feito mais partes para ele, pretendo fazer isso em um trabalho futuro.

SHOCK BOX: A música ‘Inútil’ em minha opinião tem uma letra brilhante, mas para o Shadowside, o porquê escolher essa música? Como foi gravar com o Roger Moreira (Ultraje a Rigor!), pelo contato que vocês tiveram, ele mostrou conhecer algo sobre a cena Heavy Metal?

Dani: Gravar com o Roger foi uma honra, não tenho nem como descrever o quanto. Ele é um dos meus ídolos do Rock brasileiro. É exatamente pela letra brilhante que decidimos gravá-la… Ela foi escrita nos anos 80, mas é atual e perfeita para o momento do nosso país. Nós queríamos gravar uma música em português, porém estávamos em dúvida entre gravar uma versão de uma das nossas músicas antigas ou fazer uma nova que só teria letras em português, porém um dia o Raphael (guitarrista) se apresentou e cantou com uma outra banda em Santos e eles tocaram ‘Inútil’. Foi quando tivemos a ideia “por que não Ultraje a Rigor?”. Eles são irreverentes, tem atitude e isso combina perfeitamente com uma banda de Metal, especialmente com a nossa que não se leva a sério. Pedimos autorização ao Roger, ele deu o OK e então quando a música estava pronta, perguntamos se ele queria participar e ele topou. Eu não sei quanto ele gosta de Heavy Metal, mas ele parece ter curtido bastante nossa versão para a música.

SHOCK BOX: Mais uma curiosidade, agora sobre gravação: qual foi a “trabalhosa” deste processo? E o que aconteceu para ser eleita?

Dani: O processo de gravação foi simples e rápido… Nenhuma música foi realmente complicada de gravar. Acho que parte disso é por termos ficado completamente focados no trabalho. Nós moramos no estúdio durante as 3 semanas que precisamos para gravar. Lá tínhamos camas, cozinha, chuveiro e uma sala de estar e para nós, estava perfeito. Tinha mais espaço que o tourbus, então parecia um hotel 5 estrelas (risos). Nós acordávamos e o estúdio estava logo ao lado, o trabalho rendeu muito mais que imaginamos. Muitas vezes alguém não estava com sono e ia gravar (risos). Fredrik escutava no dia seguinte e decidia o que manter e o que refazer, mas muito tempo foi economizado assim e o processo foi calmo e divertido.

SHOCK BOX: Em todas as entrevistas, normalmente os músicos dizem que o álbum que estão lançando é o melhor da carreira, vocês também tem essa sensação? O que faz achar isso?

Dani: Sim, eu acredito de verdade que o “Inner Monster Out” é o melhor álbum da nossa carreira. Ele é muito mais maduro que os anteriores, em todos os sentidos. A sonoridade é infinitamente melhor, mas as
músicas também foram construídas com cuidado, nós não descansamos enquanto todos da banda não falaram “eu adoro o que estou ouvindo”. Nós colocamos tudo que era bom dos trabalhos anteriores e acrescentamos ideias que ainda não tínhamos experimentado antes, mas que funcionaram muito bem misturadas às nossas raízes. Ficou algo bem moderno sem perder a essência e atitude, algo atual, nervoso e intenso, sem excessos. É música feita exclusivamente para entreter a nós mesmos e ao nosso público. Acredito que os fãs antigos vão gostar do que alcançamos e mais pessoas vão se interessar por Shadowside também.

SHOCK BOX: A capa de “Inner Monster Out” é bem interessante, como vocês chegaram ao resultado final? Existiam alternativas?

Dani: Fabio queria algo com cabeças, eu queria alguma coisa que demonstrasse diferentes personalidades… Então passamos nossas ideias ao Felipe Machado, que trabalhou com Blind Guardian, LucasFilm e muitos outros, e ele criou a capa. Como todos nós gostamos e ela realmente descreve bem o que é o Inner Monster Out, não procuramos alternativas.

SHOCK BOX: Como foi o trabalho de produção do vídeo clipe “Angel with Horns”?

Dani: Bem, pra começar, eu sou noturna. Não durmo antes das 4h da manhã e tínhamos que começar cedo, bem cedo… O vídeo foi gravado em Campinas e a banda tinha que estar lá às 7h da manhã. Eu não dormi… Como as gravações seria pela manhã e depois somente após escurecer, eu achei que poderia dormir durante a tarde, mas é claro que não aconteceu como o planejado e eu fiquei o tempo todo acordada (risos). As gravações correram bem e mesmo exausta, foi um trabalho muito interessante, o profissionalismo da equipe facilitou as coisas. Os rapazes estavam quase caindo, porque eles tocaram em cima de maquinários em um depósito de sucata e não estava muito seguro (risos). Foi um dia bem cheio, mas todos saímos satisfeitos com o material que tínhamos no final do dia.

SHOCK BOX: Vamos aos shows, turnês e promoções, o que a banda já tem agendado neste sentido?

Dani: Por enquanto, estamos nos preocupando apenas em fazer com que o “Inner Monster Out” seja bem promovido e todos tenham a oportunidade de escutá-lo. Faremos festas de lançamento no Brasil e no exterior, vamos conversar com imprensa e fãs, saber quais são as impressões de todos sobre o novo trabalho, fazer votações para decidir o setlist e então sairemos para tocar ao vivo onde for possível. Queremos visitar todos os lugares que já tocamos antes e também levar a Shadowside para novos territórios.

SHOCK BOX: Depois de alguns meses focados no novo álbum: composição, ensaios, gravações, etc., vocês devem ter ouvido “Inner Monster Out” centenas de vezes, o que é normal. Mas chega um momento que é necessário ouvir algo diferente, o que você tem escutado de diferente?

Dani: Eu gosto de ouvir os meus antigos favoritos, como Judas Priest, Deep Purple, Meatloaf, mas também tenho escutado bastante In Flames, Disturbed, Rammstein. Fora do Rock e Metal gosto de escutar pop “adulto”, como Robbie Williams, blues. Tem bastante coisa na minha playlist.

SHOCK BOX: Gostaria de saber a opinião da banda sobre a Internet para o trabalho de vocês, até quando ajuda e até quando atrapalha.

Dani: Eu nunca achei que internet atrapalhou a indústria da música, ela apenas tornou o processo diferente. Por que alguém compraria um álbum sem ouvir? Eu não acredito que as pessoas deixaram de comprar discos. Apenas tem discos demais sendo lançados atualmente, então as pessoas escutam, mas compram apenas os favoritos, ou esperam para ver a banda ao vivo para comprar um CD, uma camiseta. Eu considero a internet uma das principais responsáveis pelo sucesso que a Shadowside alcançou até hoje.

SHOCK BOX: Achei muito legal a iniciativa da banda em doar parte da venda do álbum pela internet, no site Pledge Music, para a Cruz Vermelha japonesa. Como surgiu a idéia, primeiro de fazer uma pré-venda pela internet e depois a doação?

Dani: Essa foi uma iniciativa da nossa gravadora e eu adorei a ideia… Pré-venda é algo comum, mas o site Pledge Music também é muito conhecido por se associar as organizações de caridade, então as bandas que lançam seus projetos por lá tem a opção de escolher uma para doar parte de suas vendas, se quiserem. Nós escolhemos a Cruz Vermelha do Japão, especialmente pelo desastre recente com o terremoto e tsunami. É o mínimo que podemos fazer. Tantas pessoas nos ajudaram e ajudam até hoje, doar algo de volta é até um dever para quem está indo bem.

SHOCK BOX: Vocês têm noção da quantidade de fãs que o Shadowside tem no Japão? Além do Brasil, qual o país que a banda tem maior receptividade?

Dani: Não, não temos… A internet espalha a música de tal forma que perdemos o controle. Nós não tínhamos ideia da quantidade de pessoas que já nos conhecia na Europa antes de fazermos a turnê com o W.A.S.P., por exemplo. Imaginávamos que ninguém nos conhecia por lá, obviamente não era 100% do público, mas sempre víamos muitos nas primeiras filas cantando as nossas músicas. Sempre surpreende quando vamos a um território novo e temos fãs por lá. Quando tocamos na Bósnia-Herzegovina, o público nos parava nas ruas, nosso show foi assistido por 250.000 pessoas ao vivo pela TV local. Isso é sempre algo que só descobrimos quando temos a chance de tocar em território novo.

SHOCK BOX: Para terminar, vamos dar uma “copiada” na Roadie Crew: Qual último álbum que você comprou? Música que melhor define a sua carreira? E, quais seus cinco melhores álbuns:

Dani:
Último álbum que comprei: “Asylum” – Disturbed
Música que melhor define minha carreira: ‘Dare to Dream’ – Shadowside
Cinco melhores álbuns:
Skid Row – “Slave to the Grind”
Kiss – “Double Platinum”
Helloween – “Better than Raw”
Pink Floyd – “Dark Side of the Moon”
Ozzy Osbourne – “No More Tears”

SHOCK BOX: Agradeço a atenção, volto a reforça que as portas da SHOCK BOX estão abertas para todos do Shadowside, e aproveito para novamente para dar parabéns ao trabalho da banda.

Dani: Muito obrigada pelo apoio, espero que todos curtam o “Inner Monster Out” e nos vemos na estrada. Até mais!

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