Apoio Contato Promoções Matérias Especiais Programação A Rádio Home


Metal Na Lata entrevista Alex Staropoli do Rhapsody Of Fire

Postado em janeiro 18th, 2016 @ 20:54 | 768 views

Share |

Em conversa bastante descontraída e exclusiva ao Metal Na Lata, o tecladista Alex Staropoli conversou com o colaborador Thiago Rahal Mauro e explicou o conceito do novo álbum, a saída de Luca Turilli e muito mais. Confira!

Após a saída de Luca Turilli, guitarrista e fundador do Rhapsody Of Fire, os integrantes remanescentes da banda resolveram voltar as raízes de sua sonoridade. Neste novo álbum, “Into The Legend”, a banda conseguiu trazer de volta elementos perdidos como temas cinematográficos e fantasiosos, orquestras e novos instrumentos, além de músicas contagiantes e marcantes.

Liderados pelo tecladista Alex Staropoli e o vocalista Fabio Lione ( Angra/Vision Divine), os músicos conseguiram um bom acordo com a gravadora AFM Records e fizeram tudo de sua maneira. A resposta foi tão positiva por parte dos fãs e da mídia especializada, que o grupo se prepara para uma nova turnê em 2016. Além disso, os músicos prometeram voltar ao Brasil para alguns shows.

Metal Na Lata: Vamos começar pelo novo álbum “Into The Legend” (2016). Qual a principal diferença entre ele e o anterior “Dark Wings of Steel” (2013)?

Alex Staropoli: A principal diferença é que neste novo álbum eu quis músicas mais orquestradas, cinematográficas também, ou seja, algo que sempre foi a tradição do Rhapsody of Fire e que no “Dark Wings of Steel” se perdeu um pouco. Não que eu não goste do “Dark Wings of Steel”, pelo contrário, eu adoro, inclusive eu quis que ele fosse mais direto mesmo naquela época. No trabalho de composição deste novo álbum eu queria algo mais nas raízes do Rhapsody of Fire com orquestras, instrumentos inusitados e tudo que transformou a banda no que é. Veja bem, não que eu fui forçado a voltar as raízes, mas eu fiz dessa maneira neste novo álbum porque eu senti vontade e saiu muito naturalmente.

Metal Na Lata: Você comentou sobre as orquestras e no álbum “Into The Legend” a banda contou com uma orquestra de verdade e muitos músicos trabalhando em prol do disco. Como é trabalhar com tantas pessoas, arranjar e juntar tudo em uma música como a do Rhapsody of Fire?

Alex Staropoli: Foi bem legal, divertido e inspirador na verdade. Eu sempre adorei participar de todas as produções que nós já fizemos com o Rhapsody of Fire. Agora que estou sozinho cuidando dessa parte principal dos discos, me sinto privilegiado e feliz por fazer parte disso. Eu cuido de tudo, desde a escolha dos músicos que vão gravar, da organização das músicas, trilhas de fundo, etc. Estou muito envolvido com tudo que está por trás de “Into The Legend”. Como sou quem escolho os músicos das orquestras e como soará no disco, não foi muito complicado juntar tudo e arranjar as músicas. Eu penso nas composições normalmente já com todos estes instrumentos, então isso já é algo que faz parte normalmente do Rhapsody of Fire.

Metal Na Lata: Ainda sobre essa questão das orquestras. Isso não seria possível sem o apoio da atual gravadora da banda AFM Records. Você imagina o Rhapsody of Fire sobrevivendo sem uma gravadora por trás?

Alex Staropoli: Seria muito complicado sem o apoio da AFM, mas voltando ao caso mais recente, dessa vez nós tivemos mais tempo para trabalhar em cima de tudo o que foi planejado. A gravadora ajudou com tudo o que pedimos, inclusive neste novo álbum temos uma edição limitada a mil cópias, um item colecionável e que os fãs gostam muito. Sabemos que nossos fãs compram nossos CDs originais porque gostam do aspecto gráfico, do encarte, dos temas fantasiosos. Tudo isso sem o apoio da AFM talvez não fosse possível, por isso agradeço pelo apoio e suporte que tenho da gravadora em todos estes anos.

Metal Na Lata: Neste álbum a banda apresenta uma nova saga? Qual a temática lírica principal de “Into The Legend”?

Alex Staropoli: Nós não temos mais uma saga, digamos assim, e também não fazemos mais como antes. Tivemos três sagas em diferentes momentos de nossa carreira, com histórias diferentes, temáticas inusitadas. Atualmente, preferimos trabalhar álbum por álbum, é claro, ainda com temas fantasiosos ou diferentes, mas sempre únicos e especiais em cada trabalho. Hoje em dia, nosso vocalista, Fabio Lione, tem trabalhado muito bem com as letras, assim como no último álbum. E tudo tem fluido mais naturalmente, pois não precisamos seguir uma saga, ou seja, fica mais fácil compor sobre um tema especifico em uma música só. Fabio tem feito um grande trabalho e estou muito orgulhoso com tudo.

Metal Na Lata: Você comentou sobre Fabio Lione. Em 2015, ele ficou praticamente o ano inteiro trabalhando com a banda Angra, por causa do álbum “Secret Garden”. Em 2016, o foco dele será o Rhapsody of Fire?

Alex Staropoli: Sim, é claro. Vamos deixar claro para não deixar dúvidas sobre a nossa posição. Nós sempre demos espaço suficiente ao Fabio para ele fazer o que quiser fora da banda, seja com o Angra ou outra banda. Eu fico muito feliz que ele esteja com eles e bastante ocupado. Sou amigo dele e penso no melhor dele sempre. 2016 será um ano importante para o Rhapsody of Fire, o lançamento do álbum, uma turnê, então provavelmente ele estará mais tempo conosco.

Metal Na Lata: Eu penso que Fabio está muito mais maduro atualmente como vocalista. No começo da carreira, você percebia que era um italiano cantando, com sotaque bem característico. Agora, ele parece mais confiante em tentar coisas novas e sair um pouco disso tudo.

Alex Staropoli: Sim, concordo com você. Ele ainda improvisa bastante nos shows, faz coisas diferentes e canta demais ao vivo. Você sabe, ele fuma bastante, bebe bastante vinho e mesmo assim faz coisas incríveis. No palco ele é um animal, sua performance é esplêndida, sempre dando 100% de si. Sinto muito orgulho de ter Fabio na banda desde o começo do Rhapsody of Fire e também de ser um grande amigo dele. Uma pessoa incrível e de muito bom gosto.

Metal Na Lata: Quais músicas do novo álbum estarão na nova turnê?

Alex Staropoli: Boa pergunta. Ainda não sei ao certo, faremos nosso primeiro show no festival “70000 Tons of Metal”, mas vamos lá. Quase certeza de que vamos tocar as músicas “Into the Legend” e “Distant Sky”. Quando fizermos shows maiores pretendemos incluir mais músicas deste novo álbum, pois os fãs têm gostado bastante e a recepção tem sido ótima.

Metal Na Lata: Agora vamos para um assunto que os fãs querem saber. Depois de alguns anos, como foi para você a separação com o guitarrista Luca Turilli, que agora tem a sua própria versão do Rhapsody?

Alex Staropoli: A grande questão nisso tudo é que nós não conseguíamos e não queríamos mais trabalhar juntos. Veja bem, nós somos amigos ainda, muito amigos, diga-se de passagem, a questão foi mesmo profissional. Quando você escuta as duas versões do Rhapsody, percebe-se claramente a diferença no modo de trabalhar de cada um. É claro que todos os anos que trabalhamos juntos foram fantásticos, mas acho que ficou mais fácil para cada um de nós trabalhar com suas respectivas bandas e álbuns. Nós estamos muito felizes em trabalhar separados e continuamos amigos, ao mesmo tempo, o que é bem legal.

Metal Na Lata: Você acredita que os fãs olham as duas versões do Rhapsody com novos olhos?

Alex Staropoli: Pelo lado dos fãs, penso o seguinte. Eu também sou fã de algumas bandas e quando vejo que eles se separaram ou trocaram de vocalista, isso não é algo legal, eu também não gosto, mas essas coisas acontecem e acontecem em bandas maiores do que o Rhapsody of Fire, por exemplo. Nós pensamos na música em primeiro lugar, no futuro de cada um de nós. É claro que vai ter aqueles fãs mais antigos que vão falar, com Luca era melhor, etc. O importante é que eu estou feliz, Luca está feliz e o Rhapsody of Fire está olhando para o futuro. A maior parte dos fãs tem nos apoiado e isso é bem legal. Isso é o mais importante de tudo.

Metal Na Lata: Eu tenho uma curiosidade. Na época em que os filmes “Senhor dos Anéis” e “Hobbit” estavam sendo filmados, vocês pensaram em mandar material para fazer parte da trilha sonora do filme?

Alex Staropoli: Não, na verdade nós não pensamos em mandar nenhum material. É claro que na minha cabeça como fã eu pensei que seria possível ter algo meu na trilha sonora, mas não enviamos nada e nem cogitamos. Trilhas sonoras para esse tipo de filme eles não pegam para trabalhar bandas de Metal ou músicos de outros gêneros. É claro que quando os filmes saíram nós ficamos muito empolgados com a trilha sonora e tudo que envolve o filme. Foi lá que ficamos encantados com a voz de Christopher Lee e decidimos tentar trabalhar com ele. A trilogia Senhor dos Anéis é magnifica e gostamos muito, sem dúvida.

Metal Na Lata: Você acredita que o Rhapsody of Fire criou um estilo dentro do Heavy Metal misturando com trilhas sonora, por exemplo?

Alex Staropoli: Sim, com certeza eu acredito nisso. Antes de escrevermos a primeira música do Rhapsody nós pensamos. O que queremos fazer? O que podemos fazer de diferente? A resposta era fácil. Nós gostávamos de criar músicas onde as pessoas teriam vontade de comprar o material, de ir aos shows. Queríamos algo diferente e que atraísse as pessoas. Então decidimos combinar os elementos clássicos do Heavy Metal com trilhas sonoras, elementos clássicos, uma orquestra. Quando nós vamos compor uma música, não escrevemos tudo separado, elas são compostas ao mesmo tempo, ou seja, a linha da orquestra é composta ao mesmo tempo que as partes de Heavy Metal. Isso tudo combinado é o que define o som do Rhapsody of Fire.

Metal Na Lata: Após muitos anos de carreira fazendo o mesmo tipo de som, criando novas músicas, de onde vem a inspiração paras criar um novo álbum?

Alex Staropoli: Eu gosto muito de trabalhar todos os elementos que envolvem a produção de um novo álbum. Fico muito empolgado quando vou para a sala de estúdio com os músicos da orquestra, com meus companheiros de banda. A inspiração vem quando você trabalha duro e pensa no bem de todo mundo. No fim, não importa o estilo. Se você faz com paixão e muita intensidade, tudo vai dar certo.

Metal Na Lata: No ano passado, o ator Christopher Lee infelizmente nos deixou, mas sua arte e legado será lembrado para sempre. Como foi trabalhar com ele no Rhapsody of Fire?

Alex Staropoli: Foi incrível, muito emocionante realmente. Nós estávamos no estúdio e quando ele veio até nós era como se Saruman estivesse entrando na sala. Ele tem essa presença mágica por causa dos filmes, é alto, tem toda essa questão dos Senhor dos Anéis. Nós fizemos o trabalho e foi muito bom, mas depois aconteceu algo realmente interessante. Ele nos pediu para cantar no álbum, queria realmente participar do CD não só como um narrador. Fizemos a música “Magic Of The Wizard’s Dream” e ele cantou conosco. Foi realmente emocionante porque não era mais a banda querendo trabalhar com ele e sim o grande Christopher Lee se interessando em cantar com o Rhapsody of Fire.

Metal Na Lata: O que você tem mais orgulho de ter feito com o Rhapsody of Fire em todos estes anos de carreira?

Alex Staropoli: Complicado escolher um momento, mas acho que diria o começo de nossa carreira, quando começamos a compor para os primeiros álbuns. Aquela época foi muito mágica, ver tudo que sonhamos virar realidade e a banda ficar famosa no mundo todo de uma hora para a outra. Uma banda da Itália fazer sucesso com Heavy Metal não é algo muito comum e nós conseguimos. Sinto muito orgulho de tudo que fizemos até então.

Metal Na Lata: Para finalizar, existe algum plano para a banda tocar no Brasil em 2016?

Alex Staropoli: Claro, nós adoramos nossos fãs do Brasil. Todas as vezes que nos apresentamos em seu país foram momentos únicos. Não posso confirmar nada ainda, mas estamos em negociação com algumas produtoras e acho que no segundo semestre de 2016 visitaremos o Brasil. Fiquem ligados em nossas redes sociais oficiais que anunciaremos a turnê em breve.

Para maiores informações sobre o Metal Na Lata acesse: https://www.facebook.com/metalnalata/

 

 

Deixe seu comentário


Os comentários são postados usando logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO